Vizinha bruxa
Sonhei que morava em um condomínio onde havia uma vizinha que praticamente mandava em tudo. Ela tinha um grupinho de pessoas que sempre a apoiava, e quem não fazia parte desse grupo, como eu, acabava sendo perseguido. Em determinado momento, ela apareceu de forma totalmente invasiva na minha casa. Entrou sem cerimônia, insistia para que eu deixasse a porta aberta e ainda começou a estender toalhas na minha porta, como se aquilo fosse completamente normal. O mais estranho era que ela fazia tudo com um ar de vítima, de quem parecia inocente, mas era extremamente dissimulada. Quando finalmente resolvi confrontá-la, o grupo inteiro veio contra mim. Eram várias mulheres me atacando, mas eu não me intimidava e enfrentava todas elas. Apesar disso, percebia que algumas pessoas que assistiam à cena concordavam comigo. Elas demonstravam isso apenas pelo olhar, mas não tinham coragem de se posicionar. De repente, o sonho mudou completamente. Eu estava em uma base militar e meu trabalho parecia ser treinar um papagaio. Era como se aquele fosse meu expediente diário. Quando terminei o treinamento, fui guardar o papagaio no lugar dele. Assim que me virei, ele se transformou em um enorme dinossauro. O dinossauro falava que precisava encontrar uma luz a qualquer custo. Saí correndo enquanto ele alcançava facilmente todas as pessoas pelo caminho. Acabei me escondendo com dois homens que pareciam saber exatamente o que estava acontecendo. Nesse momento entendemos que aquele dinossauro, na verdade, era um alienígena. Eles tinham um dispositivo cuja função era confundir a criatura. Nós o acionamos e, imediatamente, várias luzes começaram a surgir espalhadas pelo mundo inteiro. A ideia era justamente impedir que o alienígena descobrisse qual era a verdadeira luz que indicava a localização de algo muito importante. Logo depois, o cenário mudou novamente. Eu estava com uma mulher que parecia ser uma gerente importante do meu trabalho. Ela compartilhava um trauma — acredito que relacionado ao incidente com o dinossauro. Tentei consolá-la com carinho, mas ela disse para eu não encostar nela, porque não queria ser confortada. Então me afastei e pensei: “Tem coisa muito mais importante acontecendo.” Resolvi procurar uma saída dali. Era como se o sonho fosse formado por várias camadas, como janelas dentro de outras janelas, e eu só precisasse encontrar a porta certa para sair. Comecei a abrir portas sucessivamente, e cada uma me levava para um lugar diferente: uma festa de faculdade, uma igreja, uma situação de queda livre, um bueiro… Até que, por fim, saí novamente na casa daquela vizinha insuportável. Foi como se ela tivesse me mantido presa durante todo esse tempo e toda aquela viagem maluca tivesse acontecido enquanto eu estava lá. Então simplesmente me levantei e fui embora para a minha casa.
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